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Artigo Técnico - Proteção Respiratória

Proteção Respiratória

Proteção Respiratória

 Proteção Respiratória

Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/respiradores.html

 

A proteção respiratória é uma das medidas universais de segurança e visa formar uma barreira de proteção ao trabalhador, a fim de reduzir a exposição da pele e das membranas mucosas a agentes de risco de quaisquer naturezas. É, portanto, um equipamento de proteção individual.

 

A escolha do tipo de proteção respiratória a ser utilizada deve ser determinada por uma avaliação de risco criteriosa, devendo levar em consideração a natureza do risco, incluindo as propriedades físicas, deficiência de oxigênio, efeitos fisiológicos sobre o organismo, concentração do material de risco ou nível de radioatividade, limites de exposição estabelecidos para os materiais químicos, concentração no meio ambiente; o(s) agente(s) de risco; o tipo de atividade ou ensaio a ser executado; características e limitações de cada tipo de respirador; o nível mínimo de proteção do equipamento (veja tabela a seguir), além de considerar a localização da área de risco em relação às áreas onde haja maior ventilação. Esta decisão deve ser tomada pelo chefe, ou responsável pelo Laboratório ou Departamento.

 

A legislação brasileira estabelece alguns critérios que devem ser observados pelo empregador, tais como: os estabelecimentos de procedimentos operacionais padrões específicos para a seleção e uso destes equipamentos, procedimentos emergenciais, treinamento do trabalhador/usuário, monitoramento ambiental periódico, dentre outros.

 

FATORES DE PROTEÇÃO ATRIBUÍDOS

Tipo de respirador

Tipo de cobertura das vias respiratórias

Peça

Semi-facial

Peça

facial inteira

Capuz

capacete

Sem

vedação facial2

Purificador de ar

10

100

-

-

Purificador de adução de ar

- Máscara autônoma3 (demanda)

- Linha de ar comprimido (demanda)

 

10

10

 

100

100

 

-

-

 

-

-

Purificador de ar motorizado de adução de ar

50

1.0004

1.000

25

Linha de ar comprimido

- De demanda com pressão positiva

- Fluxo contínuo

 

50

50

 

1.000

1.000

 

-

1.000

 

-

25

Máscara autônoma (circuito aberto ou fechado)

- De demanda com pressão positiva

 

-

 

5

 

-

 

-

 

 

1 - Inclui a peça quarto facial, a peça semi-facial filtrante e as peças semi-faciais de elastômeros.

2 - Tipo de cobertura das vias respiratórias projetada para proporcionar vedação parcial da face, não cobrindo o pescoço e os ombros, podendo ou não proporcionar proteção da cabeça contra impactos e penetrações.

3 - Máscara autônoma de demanda não deve ser usada para situações emergenciais, como por exemplo os incêndios.

4 - Os fatores de proteção apresentados são de respiradores com filtro P3 ou com material absorventes (cartuchos químicos pequenos ou grandes). Com filtro P2, deve se usar o fator de proteção atribuído 100, devido às limitações do filtro.

5 - Em situações de emergência em que as concentrações dos contaminantes possam ser estimadas, deve-se usar um fator de proteção atribuído não maior que 10.000.

 

TIPOS DE RESPIRADORES

 

A Associação Brasileiras de Normas Técnicas, ABNT, através da NBR 12.543:1999, agrupa os respiradores em dois tipos:

a)  Respiradores de adução de ar - São aqueles que recebem o ar de uma fonte externa ao ambiente de trabalho. Exemplos: respiradores de ar natural, respiradores de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para fuga, respiradores de linha de ar comprimido, etc.

b)  Purificadores de ar - São aqueles que filtram o ar do ambiente com a ajuda de filtros específicos, removendo gases, vapores, aerossóis ou a combinação destes. Os filtros podem ser mecânicos, químicos ou uma combinação dos dois. Abaixo apresentamos uma tabela com as diversas classes e tipos de filtro químico:

 

CLASSES

TIPOS

CONCENTRAÇÃO MÁXIMA

ppm2,3

TIPO DE PEÇA FACIAL COMPATÍVEL

Filtro de baixa capacidade FBC-1

Vapores orgânicos1

Gases ácidos1,3

50

50

Semi-facial filtrante

quarto facial e

semi-facial

Filtro de baixa capacidade FBC-2

Vapores orgânicos1

Cloro

1.000

10

Semi-facial,

facial inteira ou

conjunto bocal (fuga)

Filtro da Classe I:

cartucho pequeno

Vapores orgânicos1

Amônia

Metilamina

Gases ácidos1,2

Ácido clorídrico

Cloro

1.000

300

100

1.000

50

10

Quarto facial,

semi-facial inteira ou

conjunto bocal (fuga)

Filtro da Classe II:

cartucho médio

Vapores orgânicos1

Amônia

Metilamina1,2

Gases ácidos

5.000

5.000

5.000

5.000

Facial inteira

Filtro da Classe III:

cartucho grande

Vapores orgânicos1,2,3

Amônia

Gases ácidos1,3

10.000

10.000

10.000

Facial inteira

 

Fonte: FUNDACENTRO, 2002.

1 = não usar para vapores orgânicos ou gases ácidos com fracas propriedades de alerta, ou que possam gerar alto calor de reação com o conteúdo do cartucho

2 = a concentração máxima de uso não deve ser superior à concentração IPVS

3 = para alguns gases ácidos e vapores orgânicos, esta concentração máxima de uso é mais baixa

 

Os filtros mecânicos apresentam classificações variadas. As duas tabelas a seguir apresentam a classificação americana e a brasileira destes filtros:

 

FILTROS MECÂNICOS – EUA – 42 CRF 84

Classes de filtro

Eficiência mínima de filtragem %

(resistência a névoas oleosas)

N

95

99

100

R

95

99

100

P

95

99

100

 

 

FILTROS MECÂNICOS – BRASIL – ABNT/NBR - 13.697/98

Classes de filtro

Penetração máxima inicial do aerossol % > (resistência a névoas oleosas)

Cloreto de sódio

Óleo de parafina**

PFF*-1

20

-

PFF-2

6

2

PFF-3

3

1

 

 

 * =  PFF - peça facial filtrante

** =  Na Europa há adicionalmente o teste com óleo de parafina para P2 e P3, além de classifica-los somente para líquidos, sólidos e para sólido-líquido.

Podemos exemplificar o emprego dos filtros mecânicos apresentados:

 

a)  Classe P1 ou PFF-1

Manipulação de ácido crômico, ácido pícrico, ácido sulfúrico, ácido fosfórico, estearatos, sódio e potássio, ureia, sílica, sais solúveis de ferro, hidróxidos de cálcio; sem similar nos EUA.

 

b)  Classe P2 ou PFF-2

Manipulação de fumos metálicos, óxido de ferro, fumos de parafina.

Manipulação de quimioterápicos na forma de pó liofilizado.

Equivale a N95 -parâmetros de teste idênticos.

 

c)  Classe P3 ou PFF-3

Manipulação de compostos inorgânicos de mercúrio, radionuclídeos.

Manipulação de quimioterápicos na forma de pó liofilizado.

Manipulação de agentes altamente patogênicos e para trabalhos de campo com manipulação de animais de captura.

Equivale às classes N99, N100, R99 e R100 - pequenas diferenças nos parâmetros de teste.

 

CUIDADOS COM OS FILTROS

- Obedecer ao prazo de validade.

- Anotar a data do início da utilização do filtro a fim de estabelecer a vida útil do mesmo.

- Armazenar em áreas livres de contaminantes no ar, como vapores e gases, pois eles os captam, diminuindo a vida útil do mesmo.

- Observar a colocação correta dos filtros.

  

Questões sobre Proteção Respiratória

Fonte: http://www.abraseg.com.br/QF.asp

 

1- Quanto tempo dura um filtro químico?

A vida útil de um filtro químico, no ambiente industrial, depende de diversos fatores. Os principais são:

a)  Qualidade e quantidade do carvão ativo ou do reagente contido no filtro. A vida útil é diretamente proporcional a massa de carvão do filtro;

b)  Nível do esforço físico desenvolvido pelo usuário, e da sua capacidade pulmonar. A vida útil é inversamente proporcional a vazão de ar que passa pelo filtro;

c)  Natureza química e concentração dos contaminantes. Se a concentração diminui 10 vezes, a vida útil aumenta aproximadamente 5 vezes;

d)  Afinidade química entre o contaminante e o recheio do filtro;

e)  Umidade relativa do ar ambiente. Para umidade relativa do ar acima de 85% a vida útil do filtro cai à metade

 

2- Como fazer a limpeza do respirador e do filtro?

Um respirador para proporcionar proteção respiratória ao usuário deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isto é, seus componentes (válvulas, tirantes, peça facial, filtros) devem estar em bom estado e limpos. A limpeza deve ser feita, após desmontagem parcial do respirador, por lavagem com água morna, sabão neutro e com auxílio de uma escova de cerdas não metálicas. Enxaguar com água limpa e higienizar, por exemplo, conforme indicado no Anexo 4 do PPR-FUNDACENTRO. Deixar secar na sombra. Podem ser usadas, também, máquinas de ultrassom, ou máquinas de lavar louça convenientemente adaptadas. Devido à grande variedade de materiais utilizados, convém seguir as recomendações do fabricante. Não se deve usar álcool, ou solventes para retirar manchas, pois extraem os plastificantes que contribuem para a maciez da peça facial.

 

3- Qual a cor do filtro que devo usar?

No Brasil, a cor do filtro químico usada como meio de identificação do tipo de gases ou vapores contra os quais ele é indicado, não é padronizada. É comum, entre nós, os filtros de origem europeia, ou de fabricantes nacionais, com as cores:

-  Vapores orgânicos = marrom

-  Cloro, ácido sulfídrico ou cianídrico = cinza

-  Anidrido sulfuroso = amarelo

-  Amônia = verde

Os de origem americana, ou os que seguem esse padrão, obedecem às cores:

-  Vapores orgânicos = preto

-  Gases ácidos = branco

-  Vapor orgânico e gás ácido = amarelo

-  Amônia = verde

 

4- O que é vapor orgânico e vapor ou gás inorgânico?

Do ponto de vista da proteção respiratória, visado a seleção dos filtros, os contaminantes presentes no ar, podem ser classificados como Particulados, Gases e/ou vapores e a mistura deles. Os gases e/ou vapores são: vapores orgânicos, gases ácidos, gases alcalinos, e especiais. Os vapores orgânicos contem nas suas moléculas, no mínimo, átomos de carbono, hidrogênio. Ex. álcool etílico (C2H5OH), éter etílico (C2H5OC2H5), acetato de etila (H3COOC2H5), benzeno (C6H6), tricloroetileno (ClCH=CCl2), etc. O gás ou vapor ácido é formado por substâncias, que tem caráter ácido, isto é, ao se dissolverem na água formam os ácidos, fazendo com que o seu pH fique menor que 7. São exemplos: cloro, ácido nítrico, óxidos nitrosos, etc. Os gases ou vapores alcalinos são aqueles que tem caráter alcalino, isto é, ao se dissolverem na água fazem com que seu pH fique maior que 7. Ex. amônia, aminas. Os gases inorgânicos abrangem os gases ácidos e a amônia, que é alcalino. Alguns fabricantes chamam os gases ácidos, de gases inorgânicos.

 

5- Que filtro devo usar para proteção contra poeiras?

De acordo com o PPR-FUNDACENTRO, ITEM 4.2.2.2, alínea “j”, se o contaminante for poeira, deve-se usar, em geral, filtro mecânico classe P1. Porém, se a substância for altamente tóxica (LT menor que 0,05 mg/m3), deve-se usar filtro P3. Não se pode esquecer que para o caso de asbesto e sílica cristalina existe recomendação especial (ver Instrução Normativa nº 1 de 11/4/94, ou PPR-FUNDACENTRO). Por exemplo:

- para asbesto, até 2 fibras/cm3, usar filtro P2; até 10 fibras/ cm3, usar P3; etc.

- para sílica cristalina, só se pode usar filtro P1 se o diâmetro aerodinâmico, médio mássico for maior que 2µm. Se for menor, deve-se usar P3.

 

6- A temperatura influi na eficiência do filtro químico?

A resposta é: influi. Vamos analisar duas situações. Se o filtro químico for do tipo vapor orgânico, a retenção desse vapor se dará pelo mecanismo físico denominado adsorção. Neste caso, quanto maior for a temperatura do ar, menor será a eficiência do filtro. Alguns filtros contra gases ácidos retém estes contaminantes por reação química entre o contaminante e o reagente que está impregnando a superfície do carvão. Neste caso, quanto maior for a temperatura mais eficiente será o filtro.

 

7- O que é poeira total, poeira inalável, poeira torácica, e poeira respirável?

O risco potencial das substâncias químicas na forma de partículas sólidas ou líquidas, depende do tamanho da partícula bem com da sua concentração mássica, uma vez que o local de deposição no trato respiratório depende do tamanho das partículas e que muitas doenças ocupacionais estão associadas à deposição do material numa região particular do trato respiratório. Daí as definições:

-  Partículas inaláveis: que são partículas perigosas quando depositadas em qualquer lugar do trato respiratório (desde a região nasal até os alvéolos);

-  Partículas torácicas: que são partículas perigosas quando depositadas em qualquer lugar das vias pulmonares (traqueia, brônquios, bronquíolos), e na região de troca gasosa (alvéolos).

-  Partículas respiráveis: que são partículas perigosas quando depositadas na região de troca gasosa (alvéolos). Poeira total: que é a massa total de partículas coletadas num amostrador.

Os LT expressos em termos de poeira total tendem a ser substituídos por poeira inalável, respirável e torácica.

 

8- O ar comprimido usado nas ferramentas pneumáticas é apropriado para a respiração humana?

Os respiradores de linha de ar comprimido podem usar o ar comprimido de rede, de cilindros (carretas) ou diretamente proveniente de compressores portáteis. Qualquer que seja o caso, o ar deve ser de qualidade respirável, isto é, deve satisfazer os requisitos contidos no PPR-FUNDACENTRO, 2ª Edição, item 8.5, que é o ar respirável grau D (Compressed Gas Association).

 

9- É correto cobrir o respirador com pano, ou algum tipo de malha para não suja-lo?

Qualquer corpo estranho (barba, bigode, cabelos longos, pano, etc.) que fique entre o rosto e a aba de vedação da peça facial favorece a penetração dos contaminantes diminuindo drasticamente o nível de proteção proporcionado pelo respirador. Tal cobertura seria aceitável se o pano não chegar nunca à área de vedação no rosto, e não interferir com o perfeito funcionamento das válvulas ou dos filtros.


 

10- É permitido o uso de máscara autônoma sem pressão positiva (ou de pressão negativa) no combate ao incêndio, ou em situações de emergência, como num vazamento de gases tóxicos?

Não. De acordo com o PPR-FUNDACENTRO, item 4.3, e a observação “b” da Tabela de Fatores de Proteção Atribuídos, a Máscara Autônoma de demanda, como muitas vezes são chamados os respiradores sem pressão positiva, não deve ser usada nas situações de incêndio. Quanto a emergência, como na ocorrência de vazamento de gases tóxicos, a máscara autônoma sem pressão positiva, somente poderia ser usada se a concentração do ambiente fosse, com certeza de até 10 vezes o LT. Se a concentração for desconhecida, o ambiente deve ser considerado Imediatamente Perigoso à Vida ou à Saúde (IPVS) (ver PPR-FUNDACENTRO, item 4.2.2.2 subitem “a”), e os respiradores que devem ser usados neste caso são a máscara autônoma de demanda com pressão positiva, ou o respirador de linha de ar comprimido (peça facial inteira) de fluxo contínuo, ou de demanda com pressão positiva.

 

11- É permitido o uso de respirador com filtro em um espaço confinado?

A seleção do respirador deve ser feita seguindo o roteiro apresentado no PPR-FUNDACENTRO item 4.2.2.2, que aborda as seguintes situações:

1- Se não se conhece qual contaminante está, ou poderá estar, presente;

2- Se não existir limite de exposição;

3- Atmosferas deficientes de oxigênio;

4- Concentração do contaminante é desconhecida; e

5- Concentração do contaminante é conhecida.

 

12- Qual é o respirador que devo usar?

A seleção do respirador, e dos filtros, quando existirem, deve ser feita seguindo o roteiro apresentado no PPR-FUNDACENTRO item 4.2.2.2, que aborda as seguintes situações:

1- Se não se conhece qual contaminante está, ou poderá estar, presente;

2- Se não existir limite de exposição;

3- Atmosferas deficientes de oxigênio;

4- Concentração do contaminante é desconhecida; e

5- Concentração do contaminante é conhecida.

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